quarta-feira, 14 de maio de 2008

Querer para Ver

Talvez tu nunca venhas a ler-me aqui.
E talvez por isso, ou por milhares de outros momentos, tu nunca me venhas a conhecer e a saber como eu gosto de rir. E de adormecer, de entorpecer à lareira. De amar. De escrever. De perder tempo a construir ideias.
Talvez tu nunca passes um Natal comigo, para saberes como eu gosto do Natal.
Talvez tu nunca acordes comigo, para saberes como eu sou muito mais doce ao acordar.
Talvez tu nunca me queiras o suficiente para veres os defeitos que eu realmente tenho, em vez de veres esses que eu não tenho.
Talvez tu nunca precises de mim num dia em que estejas frágil, para sentires como eu sou forte.
Talvez tu nunca me vejas sozinha, a pensar em ti.
Talvez tu nunca me desejes o suficiente para me veres linda e me sentires tua.

Tinhas de ser tu a querer, para veres tudo isto.

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