domingo, 18 de maio de 2008

Que é que tu queres....?

Tu baralhas-me tanto!...
Tu vais embora e eu tenho de me despedir de ti, e depois voltas e queres que eu te receba, sem que eu possa dizer nada sobre o que se passou, sobre o que senti entretanto; antes, durante e depois da amargura!...
Tornas-me mais difíceis os dias e tornas-me cada vez mais impossível gerir as emoções que ainda tenho contigo.
Atiraste umas palavras para o ar e pensas que com isso lambeste todas as minhas feridas, resolveste o assunto... Eu não esperava sequer que tu quiseses resolver alguma coisa. Pensei que não te darias ao trabalho (fosse eu uma grande amiga e não mais uma que te passou pelos sorrisos).
Quase acreditei.
Permiti-me ao entendimento, mas afinal tu não querias dizer mais nada.
Queres apenas ficar bem na fotografia, seguir em frente sem olhar para trás. Mas eu não consigo acompanhar-te o passo, desculpa... Tu andas muito mais rápido que eu!... E quando eu já estou longe, no meu ritmo, tu voltas a aparecer no meu caminho, chamando-me não sei para onde...
Só sei que não é para ir contigo...

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