Apetecia-me estar sentada naquela rocha preta e agreste, a deixar-me apodrecer pela humidade do mar.
Ouvir o crescente-decrescente da rebentação e salgar os dedos, os braços, o corpo todo...
Parar o derretimento da pele em brasa com o frio do mar. E colar a areia seca nos meus pés molhados.
E depois beijar-te.
Abraçar-te.
Escorregar em ti.
Trepar o teu tronco com os meus braços, os teus joelhos com os meus pés calçados de areia. Apertar pedaços dos teus músculos entre os meus dedos. Comer-te a parte de trás das orelhas, do teu pescoço. Provar-te a língua e adormecer quente, estendida em ti.
Isso é que era um pedaço de vida bem passado...
Comemoro o post nº100 com um novo nome para o blog. Mais adequado à Primavera...
quarta-feira, 25 de março de 2009
sábado, 21 de março de 2009
Aos noivos (2)

Hoje fiz as malas devagar – tinha a vida pela frente. Juntei meia dúzia de coisas úteis, olhei-te de longe, afaguei-te o cabelo e ajeitei-te a roupa.
E pus-te lá dentro. Partes comigo hoje. És a minha bagagem.
Levo pouca tralha, além de ti. Já sabes tudo o que levo. Conheces todas as minhas coisas.
Levo-nos a nós e parto para a vida.
Juntos será sempre melhor. Porque separados não existíamos. Eu sou assim porque te tenho – não para mim, mas comigo.
Vens comigo, meu amor? Sem medo.
O meu abraço jamais te prenderá, o meu beijo jamais te sufocará.
Eu não quero quero tirar-te o fôlego. Quero respirar contigo.
Vamos juntos para Sempre.
A nossa viagem começa esta noite.
Sejam Felizes!
quinta-feira, 19 de março de 2009
1 ano
Hoje este blog faz 1 ano.
Penso que é um aniversário aldrabado porque, se bem me lembro, só o criei em Maio, embora tenha publicado umas coisas com as datas em que realmente tinham sido escritas, o que acabou por fazer com que a primeira mensagem ficasse com a a data de Março. Assim sendo, lá para Maio festejamos isto outra vez.
É um blog que disso tem muito pouco. Conhecem-no apenas raras pessoas, não tem links, nem está divulgado em redes do cyber espaço. Também não é actualizado com frequência, já mudou de nome 5 vezes, e de aspecto outras tantas. Não tem qualidade particular, nem defeito de maior. É um ilustre desconhecido, fiel depositário dos meus estados de alma, diário de bordo (bom nome, fica para a próxima), confidnte silencioso.
Alguns dos meus grandes amigos conhecem-no e visitam-no amiúde e menos ainda deixam discretíssimos comentários. Não creio que faça parte das suas vidas, mas as suas vidas fazem parte do blog.
É assim que gosto dele: sereno, suave, etéro, invisível, subtilmente querido.
O blog foi criado por necessidade, num momento de paixão. Mas tem sobrevivido, apesar da monotemática, à ondulante passagem dos dias, às outras paixões e à pouca disponibilidade emocional com que às vezes o contamino.
Sobrevive como eu.
Porque o que nos alimenta é a esperança, a confiança de que continuar é melhor do que acabar, de que a evolução é superior à estagnação, de que o construir se faz da destruição.
Porque da Vida, o melhor é vivê-la, assumi-la, senti-la.
Tê-la pela frente mas, sobretudo, tê-la hoje.
A todos os que conhecem, viram, leram ou comentaram este blog, muito obrigada!
Penso que é um aniversário aldrabado porque, se bem me lembro, só o criei em Maio, embora tenha publicado umas coisas com as datas em que realmente tinham sido escritas, o que acabou por fazer com que a primeira mensagem ficasse com a a data de Março. Assim sendo, lá para Maio festejamos isto outra vez.
É um blog que disso tem muito pouco. Conhecem-no apenas raras pessoas, não tem links, nem está divulgado em redes do cyber espaço. Também não é actualizado com frequência, já mudou de nome 5 vezes, e de aspecto outras tantas. Não tem qualidade particular, nem defeito de maior. É um ilustre desconhecido, fiel depositário dos meus estados de alma, diário de bordo (bom nome, fica para a próxima), confidnte silencioso.
Alguns dos meus grandes amigos conhecem-no e visitam-no amiúde e menos ainda deixam discretíssimos comentários. Não creio que faça parte das suas vidas, mas as suas vidas fazem parte do blog.
É assim que gosto dele: sereno, suave, etéro, invisível, subtilmente querido.
O blog foi criado por necessidade, num momento de paixão. Mas tem sobrevivido, apesar da monotemática, à ondulante passagem dos dias, às outras paixões e à pouca disponibilidade emocional com que às vezes o contamino.
Sobrevive como eu.
Porque o que nos alimenta é a esperança, a confiança de que continuar é melhor do que acabar, de que a evolução é superior à estagnação, de que o construir se faz da destruição.
Porque da Vida, o melhor é vivê-la, assumi-la, senti-la.
Tê-la pela frente mas, sobretudo, tê-la hoje.
A todos os que conhecem, viram, leram ou comentaram este blog, muito obrigada!
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