domingo, 29 de junho de 2008

(Not a) Happy Birthday!


A festa estava linda e cheia,
mas eu não podia ter-me sentido mais sozinha.






sexta-feira, 20 de junho de 2008

Desencontro

Este blog mudou de nome.
Primeiro porque eu já havia avisado que ia mudar de rumo, segundo porque eu já estou muito mais sossegada, e terceiro porque o último post do "Desassossegos" se chama "Despedida".
E quando se parte, parte-se para outro lugar.
Continuem a encontrar-me, se não em mais lado nenhum, pelo menos aqui!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Despedida

Se podias ter sido o amor da minha vida? Sim, acho que podias. Mas não posso ter a certeza. Conheci-te pouco e mal. Digo "mal" porque penso que deves ser bem melhor do que eu conheci.

Ficou quase tudo por fazer e por dizer. Tanto, que finalmente hoje, consigo chorar. Hoje, que se contam semanas que entre nós há um silêncio de palavras circunstanciais e em que não dissemos nada um ao outro, sei que tudo o que não foi dito ficará por dizer, pois deixou de existir.

Não sei em que momento nos despedimos. Teremos ambos querido evitar a despedida?

Durante todo este tempo hesitei em deixar-te partir. Custava-me a ideia de te perder. Talvez por isso não tenha percebido que nunca chegaste a estar comigo.

Agora sei que não falhei em nada. Dei-te o meu melhor abraço e alguns dias da minha maior alegria. Nunca te dei mais do que podia dar, nem menos do que merecias. Em nenhum momento te defraudei. Estive realmente contigo, disposta ao futuro e àquilo que a nossa encantadora sintonia parecia prometer.

Foi bastante bom e penso que tu também estavas a gostar - não és homem para perderes tempo com o que não gostas. Mas nunca te deixaste envolver completamente por aquela doçura. Resististe-lhe e atraiçoaste-a. Não sei porquê.

Senti-me muito angustiada quando percebi que nos tínhamos dado de formas diferentes. Pensei que tinha interpretado tudo errado. Pensei que me tinha enganado. Agora penso que foste tu quem me enganou. Digo-o sem medo de me ouvir, e sem vergonha que o ouçam. Apenas com a lucidez que a distância me trouxe.

Ainda me sinto um pouco triste quando penso em ti, porque ainda sinto falta da leveza com que caminhava nesses dias e da gargalhada que ouvia dentro da minha cabeça. Mas por este TU, não sinto nada.

Finalmente vou poder despedir-me, sem culpa.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Adormecer

Eu durmo com o quarto bem escuro. Uma qualquer luz mais atrevida pode perturbar-me o adormecer. É que se houver um pequeno traço de luz no escuro ele acaba por dar uma definição às silhuetas das coisas que eu tenho no meu quarto e depois fico a lembrar-me do que elas são e vou perdendo o sono.
Eu adoro adormecer. Também gosto de dormir, mas o que eu gosto mesmo é daquele bocado de tempo enquanto adormeço. Em que a minha cabeça já está perdida nas suas liberdades, mas ainda consigo saber que é isso mesmo.
Outra coisa que eu também gosto muito de fazer enquanto a minha cabeça ainda não está por conta dela, é de pensar em coisas muito boas antes de adormecer. Pode ser em coisas que realmente me aconteceram, ou em coisas que eu gostava muito que me acontecessem. Isso às vezes deixa-me um pouco triste, porque fico com medo que nunca (mais) aconteçam, e então, nessa altura, prefiro pensar noutras coisas, menos boas, mas mais fáceis de acontecerem.
O sono acalma-me. Sossega-me quando eu estou triste e ampara-me as quedas. E guarda-me as alegrias para o dia seguinte.
Só é pena é que quando estou realmente muito feliz ou muito triste, não tenho sono e custa-me adormecer...

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Abandono


Sabes, a tua ausência... está a acabar tudo.
Já quase só me resta a angústia. Do que era feliz já não sobra nada. Está tudo abandonado.
Há muito que já não levito, em vez de me atirar como um peso bruto para cima dos meus pés. Já nem rio quando penso nisso. Nem saudade. Está tudo a definhar, a morrer.

Às vezes já não espero nada.

Já só queria conseguir descansar a cabeça de ti por uns momentos, eliminar-te do pensamento e da memória. Mas tenho medo de nunca mais me lembrar.

Não tardes mais.
Vê se regressas antes da morte.

Ispectaculare!


Só faltam 4 jogos!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Missing


Miss our Kiss.

Miss you.

domingo, 8 de junho de 2008

Atitude

Preciso decidir-me por uma atitude.
Mas ainda não sei qual - está tão árduo, o dia...

Posso desistir de ti hoje mesmo. Convencer-me que não damos certo, que não nos queremos, que não tens amor para mim.

Posso insistir em nós. Mostrar-te as maravilhas do que podemos ser juntos, lutar por esse teu amor adormecido, por tudo o que ficou por fazer.

Só não posso ficar à espera que o tempo leve o que sobra de nós, que decida por mim.

sábado, 7 de junho de 2008

Viva!!


3 ao poste, 1 anulado e 2 lá dentro!
É assim que se faz!

Love

I think I love you... Do I?

Medo

Não tens medo do desencontro?
Não tens medo de perder para sempre isto que era tão bom?
Não tens medo de me deixar partir?
E de deixares de me ter? E de deixares que eu te esqueça?

Eu morro de medo.

Desesperança

Está tudo na mesma.
Passaram-se dias que me parecem minutos infinitos e deixei de conseguir ler o nosso silêncio. Talvez porque já não haja nada para ler.
O tempo vai levar-nos tudo... o pouco, o nada... O tempo vai assaltar-me o que tinha guardado para ti e eu vou ficar sem nada para te dar. Não tarda.
Que faço eu com as horas que passam?
Poderei eu sozinha e com este amor frágil e maltratado mudar o que tu queres de mim?

Hoje estou cheia de medos.
Medo do desencontro perene, do desamor, da solidão dorida.
Medo de não ser ninguém.

Hoje estou cansada.
Cansada de ti, dos teus desolhares, dos teus gestos que não me tocam, da infinita distância.
Cansada de te pensar cada segundo.

Hoje eu queria fechar os olhos e não te ver, nem te ouvir, nem sentir a tua falta. Queria pensar no amanhã sem precisar que lá estivesses para eu o imaginar feliz.

Hoje isto está difícil de aguentar.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Sex and the City



RIR, RIR, RIR e RIR!!!!!!!!!!!

Hoje acho que não há nada melhor do que isto: rir com as amigas, rir das amigas, rir pelas amigas, rir entre amigas!

(E dedico este post a todas as amigas que, de vez em quando, riem comigo)

quarta-feira, 4 de junho de 2008

4 de Fevereiro de 2008

Ah caraças!... Como doem as saudades dos dias alegres!
Queria que hoje fosse 4 de Fevereiro, para começar tudo de novo...

Jazz ao Centro



Neste contexto, assisti hoje a uma palestra sob o tema "Arte, Ciência e Tecnologia na temática da improvisação no Jazz, da improvisação livre e da improvisação estruturada" mas, no fundo, não tinha nada a ver.

Foram 2 as apresentações a que assisti.

A primeira foi sobre Inteligência Artifical, onde se abordou a questão: pode o homem treinar a máquina de modo a que ela seja capaz de superar a sua própria mente? Ao que parece, hoje é possível programar sistemas de modo a que eles "apreendam" as obras de Bach (por exemplo), e depois sejam capazes de criar uma nova obra, totalmente fiel a esse compositor, na forma e conteúdo, obedecendo a regras de lógica, articulação de blocos e afins. O resultado é, de facto, surpreendente. Mas o que esta palestra teve de ainda mais interessante, foi que chamou a atenção para uma característica única, da mente o humana, tantas (e cada vez mais) vezes desprezada na nossa sociedade: O que é ser criativo? No sentido pobre da palavra, a máquina foi criativa, pq foi capaz de criar algo novo. Mas para se ser criativo é necessário, acima de tudo, ser inovador. E isso a máquina não conseguiu. Ela foi igual a Bach, imitou-o, copiou-o, não o imaginou, não foi ela própria. E não sabe se aquilo que criou é bonito ou feio. Nem sequer sabe se gosta de Bach...

A segunda foi sobre a física e a música. Já se questionaram de onde vêm as notas musicais? Todos sabemos quais é que elas são, mas sabemos o que elas representam? Pois bem, as notas musicais surgem de um modo único de vibração do som, que se propaga por ondas, isto é, uma onda de som, associada a uma frequência determinada.

Foi bom.

De vez em quando não faz mal estimular o intelecto. Mantê-lo activo, vivo, desperto. É fundamental para manter a sanidade, a curiosidade e claro... a criatividade.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Stand by (me)

Estive a reler todos os textos aqui publicados.
É muito claro: o destino deste blog é trágico se não mudar de rumo.
Perdeu toda a emoção. Está seco, estéril, cinzento. Está feio, vulgar, burro.
Assim não vai continuar.
Talvez eu páre, durante uns dias, para refazer as palavras dentro de mim. Ou para desencontrar este tema esgotado e criar novos.
Vou sentar-me ao leme da minha vida e ver se lhe arranjo um destino.
Esper(a)(em) por mim.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Katharine Hepburn

Hoje toda eu sou o mais possível K. H.
(Foste hoje o meu Deus das pequenas coisas?)

"Listen to the song of life."

Thank you Ms. Hepburn!

"A Vida é um Milagre"

Hoje aconteceu uma coisa verdadeiramente espectacular!

Um daqueles momentos inesquecíveis na vida. Daqueles em que tudo pára à nossa volta e que por instantes o Mundo é só aquilo. De uma improbabilidade tão grande que ficamos com a sensação que só pode ter acontecido com o toque de algum Deus das pequenas coisas (obrigada!).

O improvável aconteceu!

Encontrámo-nos!
(Eu tinha escrito ONTEM, aqui, que isso não ia acontecer, o que torna tudo ainda mais improvável e... fantástico!)

A vida é mesmo um milagre, tens razão!

Beijo!

domingo, 1 de junho de 2008

Pragmatismo do mais foleiro que há

Ando a pensar o que vou fazer contigo.
Não sei se hei-de arrumar-te (e onde?) ou se pegue outra vez em ti (e como?).
É difícil.
Como eu desconheço o futuro, e também te desconheço a ti, não consigo prever o resultado de qualquer uma das possíveis decisões.
Se eu decidir ficar por aqui, a minha vida não se altera, não corro nenhum risco de sofrimento, e fico com a convicção de ter decidido em função dos teus feios comportamentos. E assim fico toda inchada, achando a razão do meu lado. Posso até chegar a pensar que tu foste o burro e eu a esperta. Mas o que ganho com isso? A eterna sensação de que posso ter deixado partir o homem por quem quero viver?
Se eu, por outro lado, decidir reconstruir os cacos em que está a nossa relação, corro riscos muito elevados de: 1) tu não corresponderes (e eu sozinha não posso fazer grande coisa); 2) voltar a ouvir que entre nós existe apenas amizade, e na melhor das hipóteses é isso que vai haver; 3) reconquisto a nossa espécie de relação, mas descubro-a mais superficial do que nunca; 4) apaixono-me por ti, um dia perco-te e morro de amores (diz o Vinicius: "quem pagará o enterro e as flores se eu morrer de amores?"); 5) apaixonamo-nos os dois e somos brutalmente felizes.
Existe ainda outra hipótese, que nos filmes é sempre a escolhida como vitoriosa, que é a do reencontro espontâneo - no supermercado, numa esplanada à beira-rio, na fnac, etc... Suponho que esta é a tua forma preferida (tu! que achas que nada pode ser forçado e que detestas conversas sérias!), e minha também. Mas a questão que se põe agora é saber se vale a pena arriscar aquilo que o tempo leva, à espera que isso aconteça, na sua tão reduzida probabilidade.
A quarta possibilidade é a de partir de ti a vontade de reconstruir alguma coisa (fizeste-o muito mal da única vez que tentaste, ou melhor: não fizeste nada - disseste que fazias, mas ficaste-te pelas palavras).
Acrescento: eu não sei se te quero de volta.
Ora, posto isto tão claro no papel, que faço?