quarta-feira, 4 de junho de 2008

Jazz ao Centro



Neste contexto, assisti hoje a uma palestra sob o tema "Arte, Ciência e Tecnologia na temática da improvisação no Jazz, da improvisação livre e da improvisação estruturada" mas, no fundo, não tinha nada a ver.

Foram 2 as apresentações a que assisti.

A primeira foi sobre Inteligência Artifical, onde se abordou a questão: pode o homem treinar a máquina de modo a que ela seja capaz de superar a sua própria mente? Ao que parece, hoje é possível programar sistemas de modo a que eles "apreendam" as obras de Bach (por exemplo), e depois sejam capazes de criar uma nova obra, totalmente fiel a esse compositor, na forma e conteúdo, obedecendo a regras de lógica, articulação de blocos e afins. O resultado é, de facto, surpreendente. Mas o que esta palestra teve de ainda mais interessante, foi que chamou a atenção para uma característica única, da mente o humana, tantas (e cada vez mais) vezes desprezada na nossa sociedade: O que é ser criativo? No sentido pobre da palavra, a máquina foi criativa, pq foi capaz de criar algo novo. Mas para se ser criativo é necessário, acima de tudo, ser inovador. E isso a máquina não conseguiu. Ela foi igual a Bach, imitou-o, copiou-o, não o imaginou, não foi ela própria. E não sabe se aquilo que criou é bonito ou feio. Nem sequer sabe se gosta de Bach...

A segunda foi sobre a física e a música. Já se questionaram de onde vêm as notas musicais? Todos sabemos quais é que elas são, mas sabemos o que elas representam? Pois bem, as notas musicais surgem de um modo único de vibração do som, que se propaga por ondas, isto é, uma onda de som, associada a uma frequência determinada.

Foi bom.

De vez em quando não faz mal estimular o intelecto. Mantê-lo activo, vivo, desperto. É fundamental para manter a sanidade, a curiosidade e claro... a criatividade.

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