Parece-me que te queres afastado de mim - que é que eu te fiz?
Nada. Tens medo não sei de quê, sempre que alguma coisa nos aproxima.
Não fiz, nem vou fazer, nada que nos mantenha juntos, porque tu não o queres e porque eu também não o sei fazer e porque deixou de ser bom.
E assim vamos perder-nos.
Já estava até rendida a isto, quando te ouvi dizer - sem que eu te tivesse perguntado nada - que não era isso que querias.
Tudo bem. Vamos entender-nos, então.
Que espécie de entendimento queres tu que cada vez nos afasta mais?
Que te vai na cabeça que me é impossível de entender?
Por vezes penso se serei eu que falo outra língua, que te confunda, que não me faça entender. Mas eu nem tenho falado, não deve ser um problema meu...
O conjunto dos teus comportamentos comigo podia ser facilmente inteligível se eu te classificasse como um clássico e imaturo sacana.
Mas eu, estupidamente, continuo apenas a achar-te
suis generis e especial de corrida, tolerando-te todos os erros, e assim te vou dando tempo e espaço para casualidades atrás de casualidades, quedas mal amparadas, e tiros em que eu sou o alvo, transformando-nos numa fatalidade.
(Nada disto está bem dito porque eu sinto o meu pensamento moderadamente desorganizado...)