sábado, 10 de maio de 2008

Adeus, meu amor

Tinha-te para te amar, um dia mais tarde. Quando fosse. Sem pressa.
Mas tinha-te comigo. Pensava-te comigo.
Afinal não estavas. Nunca estiveste, dizes tu.
Como podes dizer-me isso?
Então quem esteve comigo?
Não devias ter-me feito isto. Não a mim.
Traíste o nada que havia entre nós. E ainda dispensaste o que poderia haver. Nessa noite, nessa madrugada e nessa tarde, fugiste-me entre os dedos. Tudo à nossa volta foi mau, feio, delirante. Aquela montanha-russa descontrolada que eu não consegui travar levou-te de mim e eu não sei se aguento sabê-lo.
Porquê desta maneira?
Da forma mais fútil, mais vulgar de todas.
O que EU tinha contigo era tudo menos vulgar.
Despeço-me de ti agora. Despeço-me do que te imaginei, do que EU tive contigo.
Sou só eu a despedir-me, porque TU nunca estiveste comigo.
Posso não conseguir evitar vir a amar-te, mas jamais será como até agora.

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