domingo, 28 de setembro de 2008

Um belo dia


Parabéns

sábado, 27 de setembro de 2008

Paul Newman


Escolhi com intenção uma fotografia com a sua mulher.
Porque este amor de 50 anos fez dele

O homem perfeito.

O Mundo é, a partir de hoje, um lugar menos bonito.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Dia de não gostar de mim

Odeio-me quando não escrevo nada de jeito.
Isso significa que não penso nada de jeito.
E eu odeio esta minha ignorância.
Odeio pensar que só seria feliz se soubesse muito do Mundo, e não saber nada.
Odeio querer ser uma coisa e ser outra.
(Pelo menos quero ser melhor do que sou. Odeio quem não quer ser melhor.)

Preto e branco

Isto às vezes é preciso olhar para as coisas de longe, se não não se percebe nada.
Ainda que haja dias que não me apetece fazer grande coisa por mim, um bocadinho de inteligência emocional não me fazia mal nenhum.
Isso.
Ser um bocadinho menos dramática a escrever, talvez fizesse mais jus à realidade. Esta minha veia de artista castrado dá nisto. Pudesse eu representar a minha própria personagem em palco e deixava de me fazer um drama.
Um grande aplauso.
Deve haver alguma coisa de consolador na tristeza, porque há preguiça de sair dela. E toda a gente gosta de espreitar uma boa tragédia.
A verdade é que não há nada que eu goste tanto como rir-me.
Uma gargalhada agora é que era!
Não seja pateta, menina! Ninguém ri o tempo todo!
Mas eu tenho sempre essa ambição - emoções fortes.
Não é de me atirar de uma ponte, atada a um elástico. Esse dispêndido de adrenalina parece-me um desperdício - não acho que tenha adrenalina a mais e preferia usá-la com outras coisas.
Agora, não me dou nada bem com lugares cinzentos, com meios-termos, palavras-meias, sorrisos amarelos, indecisões, emoções fracas.
Ou sou fiel ao meu desgosto, ou mais vale ser feliz.

Que o resto é um lugar estranho.

Agustina

"(...) A felicidade não é uma ilusão, porque há pequenas felicidades que podem ser extraordinárias.
Pode-se viver a vida inteira em poucos minutos, e não é uma ilusão.
A felicidade não é uma constante na vida humana."

Agustina Bessa-Luís

Obrigada, Libelinha

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Sophia

"Mais tarde será tarde e já é tarde
O tempo apaga tudo menos esse
Longo indelével rasto
Que o não-vivido deixa."

Sophia de Mello Breyner Andresen

domingo, 21 de setembro de 2008

Nova estação

Vai chegar o Outono e este blog vestiu-se a rigor.
Menos clean, mas mais explorado, mais vivido, mais maduro.

Que folhas farás cair?
Bem-vindo, Outono.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

328.

"Junta as mãos, põe-as entre as minhas e escuta-me, ó meu amor.
Eu quero, falando numa voz suave e embaladora, como a dum confessor que aconselha, dizer-te o quanto a ânsia de atingir fica aquém do que atingimos."

Bernardo Soares - 328. O Livro do Desassossego

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

"A vida passa e era bom saber...

... o que é feito de ti?"

Já não existes na minha vida. Não neste momento.
Mas exististe num momento passado, de curta duração. Por um momento, houve uma existência nossa, de nós. O que mais me custou na nossa breve existência foi ter de desistir dela. Desistir de ti.
Tive de o fazer, porque a vida continuou sem ti. Ou porque tu continuaste sem mim.
Nesse instante em que passaste por mim, modificaste-me para sempre. Deixaste a tua marca em mim, na minha vida.
A tua música, os teus livros, o teu (sor)riso, a tua ternura acrescentaram à minha vida uma existência mais bonita. Recuperaste-me a curiosidade, o intelecto, a sensibilidade.

A-PAI-XO-NAS-TE-ME

Por um momento, senti ter comigo o amor de uma vida. Fui capaz de sentir que queria estar com alguém até um dia morrer, e morrer com alguém. Despedir-me de alguém antes de morrer, se a morte me fosse anunciada. Quis ser de um só, para sempre. Fazer tudo com uma pessoa só, porque só uma pessoa bastava para encher de gente o meu Mundo. Queria esse amor omnipresente nos meus dias, na rotina circadiana do desejo, no meu adormecer e no meu acordar, nos meus filhos, na minha família, nos meus enfados e nos meus problemas. Eu seria completa com esse amor. Com ele quis a eternidade e o imediato, o bom e o mau, o muito e o ínfimo. Quis tudo.

Não sei quantas vezes na vida serei capaz de sentir o mesmo. Não é comum acontecer.
Mas sei que não vou querer nunca menos do que isto.
Dizem que amar nos dá anos de vida. Eu vou viver mais tempo.
Magoaste-me impiedosamente.
Mas isto é o que sobra da mágoa.

Uma vida mais feliz.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

The Story

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you

I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
Yeah you do and I was made for you
You see the smile that's on my mouth
Is hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through like you do
And I was made for you...

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you

Brandi Carlile
Composição: Phil Hanseroth


Pelos dias nos Açores!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Açores


Prometia tudo. E foi muito mais do que prometia.
Os dias eram longos, mornos, transparentes, etéreos.
O nosso riso ecoava em cada escarpa, fundindo-se com o som do mar azul cobalto que dissolvia os entremeios da costa.
O silêncio da terra permitia que ouvíssemos o prazer dentro de nós, um som de explosão vulcânica.
A vida viveu-se sem fronteiras entre terra e mar. Caminhávamos pelo mar como se fosse terra, e pela terra como se fosse mar - o nosso destino era um lugar único.

Sobrevoámos, digamos.

O paraíso?

Nunca um destino me havia sido tão envolvente, tão fotográfico, tão feliz.
Tudo parecia intocado, perfeito. À nossa espera, como jóia perdida.

Esquecida, ou guardada?

Não há segredo mais bem guardado que os Açores.

A todos os que foram comigo e permitiram que o nosso destino tivesse sido perfeito, obrigada!