Vou abandonar-te.
Ainda não tenho a certeza se é o que quero, mas não consigo ter-te comigo.
Abandono-te para o vazio. Abandono-te para nada, por nada.
Fazes-me perder essa doçura que era ter-te no futuro, sem razão nenhuma.
Deixa-me só olhar para ti um instante (que te peço infinito). Preciso desconstruir a tua imagem para partir sem ela. Não quero levar um único momento teu. Quero apagar-te, porque acho que só se desapareceres consigo continuar. Deixa-me olhar bem para ti, para nunca mais me lembrar.
Abandona-te comigo. Vamos dissolver-nos, desistir (ou des-existir), para nos reencontrarmos depois, daqui a nada.
sábado, 10 de maio de 2008
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