Hoje estou farta de ti.
Farta de pensar em ti e de me cansar contigo.
Hoje não te quero jamais e quero nunca mais sentir-te.
Aliás hoje nem te sinto, nem te penso, nem nada.
Hoje só estou farta de ti e olho para tudo o que aqui está escrito e parece-me escrito por outras mãos que não as minhas e tudo me parece um grande exagero que me faz adoecer e sentir que tens sido a minha doença.
Mas não, a doença sou eu, por te permitir em mim, tão demoradamente como se não houvesse mais nada a preservar, como se não estivesses a definhar-me tudo só por teres existido em mim.
Tudo errado. Houveste, e depois? Antes assim. Prefiro isso a nada. Foste embora, e então?
Era mesmo preciso eu pensar que o Mundo se desintegrava sem ti?
Pouco inteligente, pouco amadurecido e muito pouco contemporâneo.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
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