sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Bolhas

A vida ontem não foi grande coisa.

Há dias assim, por boa que seja a vida, ele há dias que não a encaramos bem.

A vida... Mas o que é isso? A vida é o quotidiano? Ou faz-se dos dias únicos? A vida o que é? Existe uma vida para cada um do nós? Ou existe uma vida para todos os que coexistem no mesmo tempo? É que cada acção de cada um de nós, chega ao outro como uma propagação de ondas. A bolha em que cada um de nós existe, está fundida com as bolhas dos outros.

O que controla a atracção entre as bolhas?

Comportamentos e pensamentos, dos mais assumidos aos mais inconscientes, do passado e do presente. E porque tudo o que pensamos e fizemos no passado permance sob a forma de pessoas em bolhas que se afastam e aproximam, se fundem ou de desvanecem da nossa própria bolha, o caminho para alterar as bolhas que tocam a nossa é pelo menos tão longo como o que nos trouxe até aqui.

Exite uma bolha que, num dado momento, queremos mais que as outras. Tão fundida com a nossa que quase parecemos 2 na mesma bolha. Mas o segredo para que essa bolha, lá ao longe, chegue até nós, é conseguir mexer os pensamentos e os comportamentos, qual jogo de marionetes, de forma tão correcta que a fusão se dê perfeita, suave, e resistente.

PS.: não gosto deste texto.

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