O início de um novo ano, por muito renovador que pareça ser, é-o apenas como efeito placebo.
Na realidade, a vida continua.
Na mesma.
O que muda, não muda porque acabou um ano e começou outro.
Muda porque o tempo passa.
Seja como for, o efeito placebo existe (dizem que é cerca de 20%).
Aproveitemo-lo.
É que se não forem as pequenas coisas, invisíveis, subjectivas, latentes, etéreas, subtis, não muda nada.
Ou melhor, muda tudo.
Porque o tempo transforma todas as coisas.
No meu caso particular, a entrada no novo ano civil, acompanha-se de uma mudança grande,
(à data não imaginava o quão grande seria, augurava-a boa e fez-se triste, esperava-a com entusiasmo, mas sucumbi)
um projecto para a vida
(de vida ou devido?)
Se não confiar no placebo, confio em quê?
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
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