Prometia tudo. E foi muito mais do que prometia.
Os dias eram longos, mornos, transparentes, etéreos.
O nosso riso ecoava em cada escarpa, fundindo-se com o som do mar azul cobalto que dissolvia os entremeios da costa.
O silêncio da terra permitia que ouvíssemos o prazer dentro de nós, um som de explosão vulcânica.
A vida viveu-se sem fronteiras entre terra e mar. Caminhávamos pelo mar como se fosse terra, e pela terra como se fosse mar - o nosso destino era um lugar único.
Sobrevoámos, digamos.
O paraíso?
Nunca um destino me havia sido tão envolvente, tão fotográfico, tão feliz.
Tudo parecia intocado, perfeito. À nossa espera, como jóia perdida.
Esquecida, ou guardada?
Não há segredo mais bem guardado que os Açores.
A todos os que foram comigo e permitiram que o nosso destino tivesse sido perfeito, obrigada!
2 comentários:
...eu, um dos que viajou contigo e permitiu que o destino fosse perfeito, te digo..que escreves lindamente...a viagem não podia estar melhor descrita...foi, de facto, fantástico...bj, david
Muchas gracias, David... Ainda bem que fizeste parte desta viagem, e que gostaste da sua descrição. Beijo
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